13 de novembro de 2009

Identidade


Sou assim…
Sou casa em ruínas, abrigo de estrelas
Paisagem deserta, nascente de rio
Sou capa, sou xaile tremendo de frio
Sou espelho e vidraça das tuas janelas
Sim, eu sou assim…
Um Ser de silêncio, fiel companheiro
Que acalma e que beija a alma que dói
E em mudas palavras, se dá por inteiro
Semeando gritos que o vento destrói
Sou...
Sou amarra, sou asa
Sou contradição
Sou nuvem que passa
Sempre em solidão
**

16 comentários:

Adolfo Payés disse...

En esa identidad nos encontramos..

Bellos versos..

Un beso


Un abrazo
Con mis
Saludos fraternos..

Que disfrutes de tu fin de semana...

Luis F disse...

Como gostei de ter navegado ao sabor das marés e ter descoberto esta praia, onde me deixei levar e descansar nas palavras.

Parabéns

Luis

Carlos Albuquerque disse...

Maria João,
Conhecendo-o como conheço, se o meu Mwata aqui estivesse dir-me-ia: Vem, chega nesta escrita. Vais ter estrelas na mão, silêncio para falar, vento amigo e asa para voar.
Vim, mergulhei nesta calema poética, sonhando também!
Um beijo. Bom fim-de-semana

Nova Civilização disse...

Amiga,

O silêncio muitas vezes nos diz mais que as palavras. Nos faz encontrarmos o essencial em nossas almas e abriga a plenitude que há.
Contemplo a sua poesia. Bela, suave sempre nos dando a capacidade de voar!


beijos

Gisele

"...Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas."

Olavo Bilac

Vieira Calado disse...

Olá, amiga!

Espero bem que seja uma casa em pedra (como a minha)...

Estar em ruínas não é problema.
Reconstroi-se e fica como nova...(rs)

Beijinho

Meg disse...

Maria João,

Gostei muito do poema, mas como diz o meu amigo V.Calado...

Estar em ruínas não é problema.
Reconstroi-se e fica como nova
...

Porque te sinto triste neste poema.

Bom fim de semana,

Um beijo

AFRICA EM POESIA disse...

é apenas---Poesia
um beijo

SEXTA-FEIRA TREZE...


Hoje, dia de sorte...
Para muita gente...
Para outra gente...
É mesmo azar de verdade...
Os dias são assim... bons e maus...
Mas hoje o dia é diferente...
Sexta-feira treze...
Dia marcado pela crença...
Para mim... um igual aos outros.
E só para contrariar eu...
Tento que seja um dia bonito...
Espero que neste dia...
A sorte apareça...
A felicidade sorria...
... E o chapéu mesmo assim não fique na cama...
... E muito menos na mesa...
... A escada é escondida...
... As pernas não ficam cruzadas...
... As tesouras ficam fechadas...
... Os sapatos virados ao contrário...
... O gato preto que não apareça...
Tanta coisa...
Tanta crendice...
Que sustenta...
A tradição...
E eu continuo a gostar sempre de todas as sextas-feiras...
Pois é mesmo o dia preferido...
É... fim de semana...



Lili Laranjo

Mariazita disse...

Querida amiga
Não sei se é pelo avançado da hora se é mesmo pelo poema...estou sem palavras (coisa rara em mim, que escrevo sempre demais...).
Eu volto. Preciso reler e meditar (agora vou preparar a Anita para amanhã)
Sinto em ti uma pontinha de melancolia que está a querer contagiar-me.

Dorme bem, dorme com os anjos.

Beijo carinhoso
Mariazita

Sonia Schmorantz disse...

Muito bonito, vou postar algum dia, posso?
beijos, lindo domingo

Sofá Amarelo disse...

Um ritmo de harmonia da nuvem que passa, semeando ventos em mudas palavras... só é preciso que o silêncio dos gritos não seja amarrado...

Ser em construção disse...

Nuvem que passa
sempre em solidão.
Uma nuvem nunca está, ela está sob olhares cumplices.
Um deles: o meu.
Parabéns pelo espaço.

José Quintela Soares disse...

É preferível ser "nascente de rio" que "casa em ruínas".

Ana Martins disse...

Olá Maria João,
Grandes e intensos detalhes... Muito lindo!

Beijinhos,
Ana Martins

Ser em construção disse...

Obrigada pela vistida espero vê-la sempre por lá a ajudar em minha construção.E por falar em solidão...
http://blogeemconstrucao.blogspot.com/2009/10/solidao.html
beijos

Alexandra disse...

Querida Maria João, hoje venho aqui agradecer-te o carinho sempre presente no meu cantinho - um enorme obrigada!
Dizer-te que voltei de um relativamente longo interregno (por questões profissionais) e que penso, logo que possível, voltar a visitar todos aqueles que me são queridos e, também, a postar os meus escritos.

Um poema lindo, este, mas de uma melancólica tristeza que trazes amarrada ao teu sorriso...

Um beijinho!

Demóstenes disse...

É sempre bom voltar a sítios assim onde as palavras são acarinhadas.