7 de outubro de 2011

Nocturnos




Na solidão nocturna das ruas
quando a cidade se cala
crescem em mim as paredes
como redes
e nem as raízes nuas
das árvores que são meu leito
entendem por que me deito
nesse silêncio das ruas.



15 comentários:

BRANCAMAR disse...

Muito lindo e profundo Maria João, o teu sentir, na solidão das ruas e da noite...

Beijos
Branca

Rogério Pereira disse...

Acaso fizeste tal pergunta,
poeta,
a algum dos seus ramos?
às suas folhas perenes?
Pergunta-lhes!
O que temes?

Virgínia do Carmo disse...

Um ritmo inteligente e bem construído, como só tu sabes, João. E depois há o sentido que dás às palavras. O toque de sublimação que nunca deixas de nos oferecer.

Obrigada, querida amiga, pela partilha da tua alma imensa.

Beijinho grande

Rosa Carioca disse...

Lindo!
Obrigada pela visita e pelas bonitas palavras.
Beijinhos.

Lídia Borges disse...

Gosto da forma "redonda" que deste à rima, o que produz uma sonoridade simétrica e muito agradável ao poema. Quanto à construção interna: como pode o poeta dar respostas certas se as perguntas se vestem de tantas incertezas e distâncias.

Beijo meu

Dulce AC disse...

Muito bonito de tão forte João..
sentimentos de encontro na noite..
mesmo muito bonito, nostalgia sinto.

Beijinho grande..

Jaime Latino Ferreira disse...

MARIA JOÃO


Querida Amiga,


... porque a rede que é parede é onde se mata a sede ...


Beijinho


Jaime Latino Ferreira
Estoril, 9 de Outubro de 2011

BRANCAMAR disse...

Querida Maria João,

Passo para um beijo de boa noite e para te desejar dias felizes, no silêncio nocturno do ser.

Beijos
Branca

manuela baptista disse...

ninguém entende a tristeza dos outros

não é verdade

aproximamo-nos apenas um pouco, como a distância em que me deito

e o meu leito

eu gosto da solidão nocturna das ruas, das luzes nas janelas, na chuva miudinha onde os nocturnos pássaros se aquietam

um beijo, Maria João

Rosário disse...

Nostálgica, mas tão bela...esta solidão. Não apetece sair das palavras que a circundam...

Um grande beijinho!


Rosário

AC disse...

Maria João,
Há algo na solidão nocturna das ruas que nos faz aproximar mais de nós próprios.
(Tenho lido o seu "Do outro lado do espelho". Dele sinto que brotam afinidades...)

Beijo :)

Sonhadora disse...

Minha querida

É na solidão que muitas vezes somos mais nós...que nos encontramos com o EU mais profundo.

Deixo um beijinho com carinho
Sonhadora

Mar Arável disse...

A poesia interroga

não responde

Belo
Bjs

difusosreflexos disse...

Este nocturno será do Porto???
Parece-me a Serra do Pilar ao fundo!

Um belíssimo poema.
Parabéns.
Ana Sofia

Mel de Carvalho disse...

Minha amiga, são as paredes mais escuras que mais se iluminam na claridade das raízes e que mais se fortalecem com as mesmas. Por isso se buscam mutuamente.

Um beijo, o meu afecto, a minha admiração sincera

Tua amiga
Mel