18 de novembro de 2010

Para te dizer o quanto te quero




Para te dizer o quanto te quero
Invento o etéreo verbo

A palavra perfeita
Na sintaxe de um poema,
Farpado da alma a doer

Como uma laçada feita ao peito
Cordão de uma ponte só nossa,
Suspensa
Sobre um rio alucinado
Que invadindo louco todas as margens
Nos afoga a alma e nos afasta

Contendo -te...
De mergulhar na doçura dos meus olhos

Impedindo-me...
De te dizer o quanto te quero



( Foto pessoal )

24 comentários:

Lídia Borges disse...

Tudo dito nas linhas e entrelinhas deste poetar "etéreo"

Deixa-me dizer-te: a primeira estrofe, nos efeitos melódicos, toca a perfeição, intimamente.

Umbeijo

Sonhadora disse...

Minha querida

Maravilhoso poema...terno e melancólico, adorei.

deixo um beijinho com carinho
Sonhadora

Uma PROFESSORA apaixonada.... disse...

Esse poema reflete meu momento atual...
Beijos

Rosa Carioca disse...

Sinto um duelo: querer e não querer...

Jaime Latino Ferreira disse...

MARIA JOÃO


Querida Amiga,



Não O contenhas de mergulhar na doçura de Teus olhos

Não Te impeças de dizer quanto O queres



Um beijinho e um bom fim de semana


Jaime Latino Ferreira
Estoril, 18 de Novembro de 2010

MariaIvone disse...

Por vezes o incomensurável sobrepõe-se ao possível inviabilizando-o. Paradoxos que nos contêm os impulsos e nos impedem as palavras.

Beijos, Maria João

Vieira Calado disse...

Um poema sentido e doce!

Beijinhos

Sofá Amarelo disse...

Nunca conseguimos dizer o quanto queremos a alguém que queremos... é uma inibição natural que no fundo impede que se trivializem palavras e gestos... mas as atitudes, essas sim, podem dizer tudo o que se quer...

AC disse...

Ah, Maria João, as palavras, quando cúmplices, tudo deixam transparecer...
E há tanto no tanto querer...!

Beijo :)

. intemporal . disse...

.

. a dualidade é por si só unificadora .

. entre.trocadilhos do mayor sentimento do mundo .

.

. o teu verbar . sempre léxico sublime . pelo qual me e.namoro .

.

. um bom fim.de.semana .

.

. íssimo beijo meu .

.

manuela baptista disse...

para te dizer

a doçura dos meus olhos
não te olha

a ponte balança
o rio afoga as palavras
flutuais

para te dizer
calo-me

talvez me oiças ainda

Maria João

diga sempre, mesma que se impeça de o fazer!

um beijo

manuela

Lia disse...

Passo, para te dizer que levo na alma um pouquinho da tua poesia.:0)

Gostei muito!

Beijinho cheio de Sol*

Nova Civilização disse...

Querida amiga,

Falas diretamente ao nosso coração,


Lindo!

Obrigada,


beijinhos

Gisele

BRANCAMAR disse...

Maria João,

Um poema de amor difícil de comentar, quase platónico, porque lhe falta a doçura do olhar e o libertar de todos os diques.

No entanto às vezes o silêncio também diz tanto...mas não nos impedirmos é óptimo, libertador.

Beijos, Maria João.
Branca

MCampos disse...

Há poemas assim, que tanto dizem do nosso querer. Parece tão fácil, Maria João, quando se lê! Ponte suspensa de palavras etéreas. Lindo.

Um beijinho e bom domingo.

Carmo disse...

Um poema muito doce. Sós os gestos demonstram o quanto amamos uma pessoa, porque as palavras nem sempre se conseguem fazer ouvir.

Abraço e boa semana

Virgínia do Carmo disse...

Uma dor que quebra... uma tristeza que inunda...

Haverá esquecimento para tanto?...

Terno beijinho, João!...

Mariazita disse...

Querida amiga
Muito obrigada pelas tuas palavras lindas na minha "CASA".
Sem dúvida que me sinto feliz com a publicação do meu livro.
O lançamento decorreu num ambiente amigo, quase familiar, foi bonito.

Para dizer «te amo» todos os verbos servem, até mesmo os inventados, se tal se tornar necessário.
Mas que nada, nunca, te impeça de o dizeres.
É muito lindo, o teu poema (até pareço um disco riscado :))) dizendo sempre que adoro o que escreves...)
A foto é também muito bonita. Tenho muitas fotos com cogumelos; acho-os lindos...

Uma semana cheia de Luz para ti.
Beijinhos

Dulce AC disse...

para te dizer o quanto te quero..
dou-te já agora um abraço..só um abraço, sem mais nada
por neste abraço ser tudo...

Muito bonito João...como escreves tão bem sentimentos nada fáceis que em tantos dias gerimos em nós..:) É um dom maravilhoso este que tu tens..:)

Muitos beijinhos num abracinho maior que muito

Dulce

A.S. disse...

Maria joão,

Haverá algures uma nascente de emoções para o rio que desagua dentro de ti...

Beijos!
AL

rosa-branca disse...

Com essa doçura tamanha, que nada nem ninguém a impeça de lhe dizer o quanto lhe quer... ás vezes os olhos dizem o que a boca cala. Adorei. Beijos com carinho

Cristina Fernandes disse...

Esse teu dizer tão peculiar que torna este poema tocante para quem o lê... e não devemos nunca conter as palavras, quando beleza se respira delas.
Beijinho,
Chris

ADiniz disse...

Sufocar a fala do querer é o mesmo que eliminar erva d’aninha, sempre volta a tona basta algumas gotas de chuva de primavera.
Bjinhos.

Mel de Carvalho disse...

Querida João,
existem laçadas que, de tão (e)ternas, tão profundas, por vezes nos contêm a que mergulhemos na doçura dos olhos que nos amam e, de igual modo, impedem que nos digam a palavra que desejamos ouvir. Todavia a laçada tecida ao peito, tem o cheiro de uma mãe e, assim sendo, nesse aconchego, inventamos todos os versos, fecundando o espaço dos afectos ...

Beijo querida amiga. É um enorme prazer ler-te. SEMPRE!!!!
Mel