25 de junho de 2010

Inconsciência
















Julgaste-me coisa inerte
Quando nos meus sonhos
Não encontraste nada mais que o teu castelo
Julgaste-me pedra de ara, angular
Anta dos teus enganos
Que respira apenas a humidade dos teus beijos
No silêncio nosso de madrugar
Por isso, gravas-te em mim o teu nome
Indelével esquecimento
Para que sobre a cal que me cobre o corpo
Nada mais possa ser escrito
Para além da tua consciência
Ou da insanidade dos deuses
Mas sempre que te mirares
No profundo lago que me cerca
Encontrarás o assombro da tua própria cegueira
No reflexo que sobre as águas
Denunciará a minha alma germinada



10 comentários:

Teresa disse...

Que lindo mana :) como sempre!

Beijinhos***

Sonhadora disse...

Minha querida
Simplesmente belo.

Beijinhos
Sonhadora

Vieira Calado disse...

Escrito com o coração!...

Desejo-lhe um bom fim de semana.

Beijocas

. intemporal . disse...

.

. de.dentro para.fora .

. onde me a.dentro . por ora .

.

. no verbar de uma vogal frenética .

.

. parabéns, maria joão .

.

. tens o dom e o tom de me supreender sempre .

.

. um bom fim de semana .

.

. um amplo beijo meu .

.

. paulo .

.

Nova Civilização disse...

Amiga,

mergulhei nesse azul... Amo a sua poesia. Obrigada por tão bela partilha,

beijinhos no coração,

Gisele

as-nunes disse...

Belo poema.

Não sei porquê, mas fiquei com uma sensação de consciência do imperceptível inconsciente do título!...

Bj
António

Virgínia do Carmo disse...

Desejo um feliz germinar à tua alma, João...

Beijinho grande!

João Norte disse...

Bonito.

Lídia Borges disse...

Do quanto se pode ser cego, frio e narcisista...

Tão belo que as palavras se contraem.

Um beijo

Sofá Amarelo disse...

Mesmo no reflexo sobre as águas nada poderá ser inerte, muito menos os sonhos que constroem castelos... a não ser que sejam castelos de areia ou de cartas, esses sim, construídos em lagos profundos e nos assombros da cegueira...