14 de abril de 2010

Hoje canta o poeta...








MARIA GUINOT




Silêncio e tanta gente


Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro o amor em teu olhar
É uma pedra
É um grito
Que nasce em qualquer lugar
Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal aquilo que sou
Sou um grito
Ou sou uma pedra
De um lugar onde não estou
Às vezes sou o tempo que tarda em passar
E aquilo em que ninguém quer acreditar
Às vezes sou também
Um sim alegre
Ou um triste não
E troco a minha vida por um dia de ilusão
E troco a minha vida por um dia de ilusão
Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro as palavras por dizer
É uma pedra
Ou é um grito
De um amor por acontecer
Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal p'ra onde vou
E esta pedra
E este grito
São a história d'aquilo que eu sou


... na própria voz


...porque há poemas e vozes e momentos que serão toda a vida coisas plenas!


11 comentários:

Sofá Amarelo disse...

Corria o ano de 1984, quando uma senhora quase desconhecida se sentou ao piano de cauda e deixou um país - que nessa altura se reunia todo á volta do festival da Canção - rendido à magia das suas palavras e dos seus acordes. Foi a última grande canção de um Festival que a partir daí perderia fulgor e importância.
Muita gente - em especial mulheres - identificaram-se com uma letra que conseguia despir as palavras que durante tantas anos tinham ficado presas nas gargantas de quem queria expressar-se e não podia... e isto não tinha nada a ver com política mas sim com a libertação de sentimentos e de mentalidades...
Obrigado, Maria Guinot! Obrigado, Maria João!

Ana Martins disse...

Boa noite Maria João,
não conhecia este poema, é uma sublimação da poesia, lindo!

Grata pela partilha!

Beijinhos,
Ana Martins

. intemporal . disse...

.

. há muitos e muitos anos, que amo.de.amar o que encontro hoje aqui .

. lembra.me o meu pai que tanto amava este momento .

. grat.íssimo, Maria João .

. de dentro . mesmo .

. um beijo .

.

. paulo .

.

Vieira Calado disse...

Lembro-me muito bem da Maria Guinot.
Nunca mais soube dela.

Beijinho

Mariazita disse...

Lindíssima esta canção que deu a Maria Guinot a vitória no festival da canção RTP , em 1984.
O poema é maravilhoso, a música muito bonita, e Maria Guinot, com a sua voz excelente, cantou-a muito bem.
Há tanto tempo que não a ouvia! E é uma canção de que gostei e gosto muito.
Foi muito bom recordá-la.
Obrigada, querida, por estes bons momentos.

Beijinhos

MCampos disse...

É sem dúvida um poema extraordinário. Recordo muito bem esse momento, em que o silêncio deu voz a estas belas palavras. Obrigada, Maria João, por lembrar este momento.

Um beijinho.

Nova Civilização disse...

Amiga Querida,

linda poesia. Bela música!

Obrigada por essa partilha,

beijinhos no coração

Gisele

José Quintela Soares disse...

Lembro bem Maria Guinot a cantar este poema.
Não sei se, à época, lhe reconheceram a enorme qualidade...mas isso pouco importa quando passados tantos anos, permanece inteira na nossa memória.

Guinot não nos pode ver, mas nós podemos agradecer-lhe, e a melhor maneira é não a esquecer.

Obrigado por este belo poema.

A.S. disse...

Maria João...

Sabes que me fizeste emocionar?!...
Agradeço-te estes breves e tão belos momentos!


BeijOOO
AL

Teresa disse...

É sempre bom vir aqui e ler coisas tão lindas :)

Agora vou seguir com mais empenho!


**Beijinhos

Virgínia do Carmo disse...

Uma recuperação que soube muito bem!

Grata...

Beijinhos