22 de abril de 2010

Espera que volte




Espera que volte, meu amor ...

Porque és o meu silêncio, a minha calma
O véu que docemente me protege
Porque és o sol, astro maior
Ou estrela de brilho infinito
Porque és somente o meu grito
Porque és grande no meu lago
Sendo sede de universo
Pérola inscrita no meu verso
Ou concha de vida interdita
Porque és o meu alvoroço
Remoinho e ventania
Brisa de alento ou de alegria
Quietude no meu colo
Porque és meu solo
Espera que volte
Do tormento que me tem aprisionada
Voltarei a tempo
De adormecer a noite a teu lado
E embalar contigo a madrugada

9 comentários:

Rosa Carioca disse...

Se algum dia, escrever um livro com os seus poemas... avise-me.
Vou querer estar na fila para pedir um autógrafo.

Ana Martins disse...

Boa noite Maria João,
lindo!!!

Beijinhos,
Ana Martins

Sofá Amarelo disse...

Saber esperar, mais que uma virtude, é uma filosofia de Vida! E vale a pena esperar, pois só sabendo esperar será possível adormecer na quietude do colo embalando assim a madrugada...

MEUS PENSAMENTOS disse...

é mesmo um belissimo poema ,que fala ao coração...tenha uma boa noite!

as-nunes disse...

Poema sentido
Ave solitária

Um momento da vida
A vida num momento...
que fica vertida
neste doce sentimento

Que dizer, minha amiga?
Quando se fala de amor
nunca se sabe
até onde nos leva a vida,
se perto ou longe,
se amarga ou suave,
se arrebatadora, violenta
ou ao mundo das ilusões...
perdidas!?

Bjo
António

Mariazita disse...

E haverá alguém com coragem para não esperar que voltes? Não acredito!
Lindo, lindo, lindo!!!

Beijinhos, amiga minha.

SILÊNCIO CULPADO disse...

Maria João

Esse é o amor inteiro. O amor sensibilidade. O amor entrega. O amor protecção.
Poucas pessoas são capazes de o sentir e, ainda menos, de dizê-lo num poema tão bonito.


Abraço

Nova Civilização disse...

Amiga Maria João,

a serenidade que um amor tranquilo pode nos devolver.
É muito bom quando somos devolvidos a essa paz!

e a sua poesia nos leva a ela. Pura leveza!

beijinhos.

Gisele

Nilson Barcelli disse...

"Porque és o meu alvoroço
Remoinho e ventania
Brisa de alento ou de alegria"

Maria João,
Este teu poema, para "variar", é um hino à poesia. Gostei muito, como sempre gosto das taus palavras.
Querida amiga, boa semana.
Beijos.