14 de janeiro de 2013

Grãos de areia




Viver é isto:
olharmo-nos como quem mergulha mar adentro
sem ter medo de não saber como se respira
e chegados ao fundo
não mais nos vermos, senão
memória de azul
minúsculo cristal
singular partícula de areia. 





6 comentários:

JP disse...

Não ter medo de viver é a maior empresa da vida.

Beijinho

Rogério Pereira disse...

Hoje é dia
de me rebelar contra tua poesia
Não quero
Nego...

Depois do mergulho
É quando nos vemos melhor

Mar Arável disse...

é possível

esculpir um grão de areia

Filoxera disse...

E sentirmos as cracas a magoarem-nos os pés, enquanto damos um colo cuidado a um ouriço-do-mar, ao som das gaivotas e nos maravilhamos com os pilritos e as estrelas-do-mar. Viver é o suave e o agudo, conjugados em momentos de bela criatividade como este...
Beijos.

Apenas eu... disse...

Feliz de quem atravessa a vida inteira tendo mil razões para viver sem medo do desconhecido, sem medo de ser feliz. Bjs Lindo teu cantinhos :)

Lídia Borges disse...


No sentido oposto a Nietzsche que diz ser preciso ter asas quando se ama o abismo.

Não sei o que mais dizer além de que o abismo é vertigem, poço sem fundo.

Beijo