24 de janeiro de 2012

Grito de água



Tragam-me os barcos!

Que faço a esta sede de ser
mar a crescer-me dentro dos olhos
sem mastros que rasguem
a insónia da lua
sem barcos que descubram
outro céu
no enredo das algas?



(Imagem " In Search Of Sea " de Rob Gonsalves)

8 comentários:

Andy disse...

há insónias que não se esbatem nas meias-noites do céu...

amiga, as tuas palavras têm a força da água e o doce embalo dos oceanos.
beijinhos!

Daniel Silva (Lobinho) disse...

"Tragam-me os barcos (...) sem mastros que rasguem a insónia da lua". Belo!

Um beijo amigo

AC disse...

Maria João,
Ah, as inquietações que nos devoram as entranhas, mas que também nos impelem a vogar sem velas...!

Beijo :)

Lídia Borges disse...

Gosto! :)

Gosto tanto deste dizer não dizendo.

"Tragam-me os barcos!"

Um beijinho

Jaime Latino Ferreira disse...

MARIA JOÃO


Querida Amiga,

Que faço eu a esta sede?

Bebo-a para que dure muito!


Beijinhos


Jaime Latino Ferreira
Estoril, 25 de Janeiro de 2012

BRANCAMAR disse...

Um grito de generosa entrega, à descoberta de outros caminhos.
Só podia ser esse um grito de água, na imensidão deste oceano que é o nosso mundo, tão carente de seres à descoberta de novos céus.

Beijinhos Maria João, com um obrigada pelos caminhos que apontas e pelo ser que és.

Beijos
Branca

Mel de Carvalho disse...

Que farei com estas rendas, minha amiga? que farei com esta água que salga a terra?
que farei com as tuas palavras que me soltam rédeas de imaginar????

beijo daqui, a levar-te barcos de papel...

Mel

Rosário disse...

que forma tão bela de escrever a urgência na inquietação... lindíssimo!

beijo enorme, João. grata por quem és...

Rosarinho