28 de março de 2011

O gemido dos teus olhos


Não era o fogo que fazia gemer os teus olhos
Apenas  mágoa,
Que sem saber porque nascera
Amparava o desfolhar das camélias
Como se elas fossem,
O único chão possível
Para acolher a nossa alma a morrer de angústia.

24 comentários:

Carla Farinazzi disse...

Oi Maria João!

Linda poesia. Gosto muito de seus poemas, aliás, uma escrita densa, forte, profunda.
Mágoa... Como é duro carregá-la. A ela e a tudo que encerra.

Beijos

Carla

Mariazita disse...

Querida amiga
Poucas palavras para dizer tanto!
Lindíssimo, o teu poema.

Boa semana. Beijinhos

AC disse...

Maria João,
Absorver as suas palavras é sempre viagem profunda e inquiridora...
Toca-me tanto o que escreve!

Beijo :)

Lídia Borges disse...

As camélias desfolhadas exalam o odor seco e frio da mágoa, num chão de desespero. Como se, nos olhos, se quedassem todos os sinais de luz e calor.

Adoro a força da imagem. Simbólica, motivadora... Suporte de promessas de renovação

Beijo meu

rosa-branca disse...

Olá João, lindo e sofrido este seu poema. Beijos com carinho

Nilson Barcelli disse...

Por vezes, os olhos também gemem...
Excelente poema, como sempre. A tua forma de dizer poesia é sublime.
Um abraço, querida amiga poeta.

Jaime Latino Ferreira disse...

MARIA JOÃO


Querida Amiga,


Fogo se o é
queima e magoa
mágoa de água
trovão que ecoa


Um grande beijinho


Jaime Latino Ferreira
Estoril, 28 de Março de 2011

Nova Civilização disse...

Amiga,

Forte e profundo,

obrigada,

beijinhos

Gisele

Sotnas disse...

Olá Maria João, desejo que tudo esteja e permaneça bem contigo, sempre!
Pois é minha cara, a mágoa guardada dentro de nós somente provoca nossa ruína, pois nos vai corroendo aos poucos, e quando percebemos estamos transformados em um ser totalmente amargo!
Belo poema, bem como a ilustração. Gosto muito mesmo de vir por aqui!
Assim desejo a você e todos ao redor sempre felicidades, e agradeço pela amizade e carinho, grande abraço e até mais!

manuela baptista disse...

magoam-se as folhas quando caem

como os olhos

e os poemas
no impossível chão

um beijo, Maria João!

manuela

BRANCAMAR disse...

Maria João,

Li ontem, li hoje e quedo-me ainda a olhar mais um pouco, envolvida pela beleza da músida, da imagem e das tuas palavras num hino de dor.
Vivemos tempos de angústia, mas resta-nos a esperança de que das raízes desse sofrimento um chão perfumado de flores nascerá para as gerações vindouras.
Esta é uma interpretação universal dos teus versos, mas a mesma conclusão é válida para todo o sofrimento individual.
Saio impressionada com a harmonia de todo o conjunto.

Beijinhos
Branca

João Correia disse...

Quando os olhos falam, não há palavras que os possam imitar, não há traduções que os possam substituir. Há apenas sentir o que alma é capaz de nos mostrar, através dos olhos, através do olhar.

Estes teus "olhos" também têm muita alma para dar.

Beijinhos, Mª João.

Mel de Carvalho disse...

Cada poema teu, amiga, é uma pequena obra de arte. Tens a palavra certa inscrita no teu olhar e nos nossos, apostos às telas, fica a incapacidade de te demonstrar o quão poeta és.

Enorme o meu orgulho em te chamar amiga.
Beijo
Mel

Lia disse...

Olá Maria João,

linda poesia.:0)
Tenho passado em silêncio para te ler.( o tempo tem sido curto)

Beijinho minha amiga*

Mar Arável disse...

No chão todas as pétalas são mágoas

mas escritas assim

num sopro

voam como pássaros

Vinicius.C disse...

Bom dia!!

Estou navegando por seu blog, estou conhecendo seu espaço!

Gostanto doq leio, do bom gosto exposto!

Deixo o meu beijo e a promessa de um retorno!

Se puder, venha conhecer o Alma do Poeta.

Beijo

Sonhadora disse...

Minha querida

Em silêncio cheguei e embalada por esta música, aspirei bem fundo o perfume das tuas palavras e senti apenas...cada letra...cada soluço e vou plena de poesia.

Beijinho com carinho
Sonhadora

A.S. disse...

Maria João,

A tua poesia emociona...toca-nos na alma!


Beijo,
AL

Ana Martins disse...

Maria joão,
nostálgico mas tão lindo este poema!

Beijinho,
Ana Martins

. intemporal . disse...

.

.

. re.dizer é preciso . um suspiro .

.

. por.que deste virá o fôlego por ora rente a este chão que piso .

.

. uma angústia de dentro . a entrega a um tempo sem tempo .

.

.

. por aqui o talento . e que seja sempre perene o alento .

.

. força motriz ascendente ou gravidade zero .

.

.

. um bom fim.de.semana . maria joão .

.

. um beij.íssimo meu .

.

. e o meu melhor sorriso .

.

.

Filoxera disse...

As almas moribundas de angústia acabam por renascer ;-)
Beijos.

Sofá Amarelo disse...

Era o desfolhar da alma que fazia gemer o fogo das camélias amparadas no chão de mágoa como se ele fosse morrer de angústia...

Virgínia do Carmo disse...

É muito mais perfeito o coração que dói... e vêm melhor os olhos que um dia assim gemeram...

O meu beijinho e a minha admiração

BRANCAMAR disse...

Ai, Maria João,

Estou loucamente apaixonada por uns poemas-doces por onde acabei de me passear... :))

Beijinhos
Branca