15 de setembro de 2010

Magia de Setembro



Desfaço o ângulo morto
Da queda lenta de uma folha
E quando penso que já não sou
Eis que me embalas
No canto manso dos teus beijos
E doce, nasce de nós o vento
Que é aroma de mosto quente
Tronco de um corpo renascente
E esperança de todas as manhãs



23 comentários:

Nilson Barcelli disse...

Há magias que nos encantam.
Tal como me encantam as tuas palavras.
Belo poema, querida amiga
Beijos.

manuela baptista disse...

Maria João


deve ser Setembro
ou da magia...

andei para aqui à procura e não encontrei nada para dizer

leio e releio

...e é sempre a esperança de todas as manhãs!

um beijo

manuela

AC disse...

Poema-embalo, poema-aconchego, e ainda poema dos gestos apaziguadores...
Muito bom, Maria João!

Beijo :)

Jaime Latino Ferreira disse...

MARIA JOÃO


Querida Amiga,


Que te dizer
se como a folha
da queda lenta me embalo
e do que escreves me regalo


Um beijinho


Jaime Latino Ferreira
Estoril, 15 de Setembro de 2010

Andy disse...

Tão belo o que escreves Maria João...
e a música... o teu "Pequenos Detalhes" é já uma paragem com grandes detalhes para eu saborear!
Beijinho!

Ana Martins disse...

Boa noite Maria João,
Na magia de Setembro a esperança de todas as manhãs, perfeito, lindo!

Beijinhos,
Ana Martins
Ave Sem Asas

Meg disse...

Maria João,

Como é bom sentir a magia de Setembro neste teu poema!
Porque Setembro aqui ainda me sabe muito a Agosto...
O teu poema foi uma emoção antecipada.
Beijo para ti.

Mar Arável disse...

Tempo de colheitas

Belo como sempre

António Gallobar disse...

Olá amiga Maria João

Sempre com belas poesias, estou de regresso e cheio de saudades, passando rapidamente para dar um olá.

Beijinho

Gallobar

Braulio Pereira disse...

oh....... me encantas

mergulho na tua alma iluminada

sâo tantas tantas..

as belezas dadas..


adoro tua poesia!!

abraço fraterno!!

BRANCAMAR disse...

Também no cair das folhas de Outono a natureza se veste de tantas cores e se enche de vida...que não se vê, mas é quente e ferve como o mosto em transformação permenente.
Beijinhos
Branca

Nova Civilização disse...

Amiga,

setembro é um mês adorável. De primavera. Florescer!!!

muito lindo....

beijinhos ,

Gisele

contagotas disse...

É o Outono que se anuncia na queda lenta das folhas, no embalo morno do vento, no aconchego gostoso do olhar.

Beijos, Maria João
MariaIvone

Mel de Carvalho disse...

João, minha amiga,

de tudo quanto me ocorre dizer, digo-te apenas:
existem poemas que gostaríamos de ter escrito.ponto.
que gostaríamos TANTO... mas tanto...
mas
não nos foi dado o momento de tal inspiração; e que sentimos?...
o féleo jugo da inveja!!!!
(estou ruidinha de inveja!!!)
não, amiga, tu sabes que não...
perante um poema que nos toca da alma, profundamente, só podemos agradecer a partilha e, no caso em apreço, porque és tu a autora, me sentir embebecida à medula: és um orgulho de poeta, João; e como é bom ver-te crescer dia a dia, minha amiga!!!

Beijo daqui e até já...
Mel

Sofá Amarelo disse...

Os ângulos mortos são para desfazer pois eles criam-nos uma ilusão daquilo que não se vê... mas que está lá!

Por isso, enquanto as folhas caem lenta e suavemente, o importante é que o beijo dure essa eternidade, e que se reproduza todas as manhãs de esperança!

Lia disse...

Bom dia Maria João,

e com o cair da folha quero embalar-me na tua poesia - lindo o teu poema!

Beijinho cheio de luz*
Bom fim de semana.

A.S. disse...

M.João,

Os teus textos
são talhados com o fogo
tal como as plantas florescem
com o calor do sol.
Mas há palavras como rios
que desaguam na nascente!
Pássaros que voam docilmente
sob o perfil das silabas!
Eu, limito-me a guardar um suspiro
do escultor de tão deliciosas palavras...


BjO´ss
AL

MCampos disse...

Tão lindo o seu poema, Maria João. Cheio dessa esperança, cíclica, como os dias, os meses, as estações.

Obrigada pelas palavras.

Um beijinho.

AFRICA EM POESIA disse...

minha amiga saudades de a ver por aqui...


Deixo poesia...

INFINITO


Longe muito longe...
Tentei ir, cheia de dor...
Para te esquecer...
E fui contemplar-te a ti, mar...
Mar, que tudo levas e tudo trazes...
E olhei-te com dor...
Com muita dor...
E pensei dar-te o que mais me doía...
E serenamente...
Olhei, pensei e doei...
Doei-te tudo o que tinha...
E baixinho pedi-te que me levasses...
Todos os sentimentos...
Que estavam a mais...
E senti...
A sensação de ser livre...
Senti que estava mais eu...
Mas vim e foi mentira...
Os sentimentos não se deitam ao mar...
Nem se atiram às ondas...
Estavam à porta de casa... À minha espera...
Porque... quando são verdadeiros...
São eternos!...

LILI LARANJO

vou ter livro de poesia...em Outubro se quizeres algum diz-me... um beijo

Braulio Pereira disse...

suavemente...

docemente

intesamente


adoro tuas palavras..


felizes dias


beijos!!!

Mariazita disse...

Setembro é mágico, sim (é o meu mês...)
E de toda a sua magia nasce um poema belo que nos transmite esperança.
Adorei.
Beijinhos, querida amiga.

A.S. disse...

M.João,

Há mãos que ainda vestem a noite de Verão...
Mas já há pegadas de Outono sobre a água!

BjO´ss
AL

Dulce AC disse...

"Quero apenas cinco coisas..
Primeiro é o amor sem fim
A segunda é ver o Outono
A terceira é o grave Inverno
Em quarto lugar o Verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser... sem que me olhes.
Abro mão da Primavera para que continues me olhando"

(Pablo Neruda)

O Outono trás-nos sensações únicas. É uma estação bonita. Eu gosto de a sentir...por exemplo no cheirinho a terra molhada...

um abraço amigo

dulce