5 de março de 2009

Amarga ficção

Visto-te de negro e cinza
Esfumado num esgar de dor
Dispo-te depois sem pudor
De todas as almas de todos risos
E ergo bandeiras brancas
Lançadas ao vento para meu orgulho
Porque já estou só...


No deserto em que te transformo
Não existem memórias nem gritos
Apenas terra e pó, pó e vento
E nem isso eu lamento
Porque já nem sei o que sou
Já não sei o que espero
Não sei para onde vou
Nem sei o que quero.
**

5 comentários:

daniel milagre disse...

Maria João

Hum!... De facto, apesar de um certo negativismo, é interesante pensar no que está escrito, no belo texto.
Daniel

José Quintela Soares disse...

Lembrou-me Régio:

"Não sei para onde vou, não sei por onde vou. Sei que não vou por aí".

Bonito texto.

O Profeta disse...

És madeira verde
Ou apenas mulher perdida
Testemunha de berço feito de penas
Arca perdida da dor contida

Tudo isto é universo
Em límpida poça de água
Onde as conchas têm a forma de coração
Onde o sal afasta a mágoa

A ti que és minha amiga especial
convido-te a partilhar comigo o “sítio das conchas azuis”




Beijo azul

manzas disse...

Sublimes versos escapam das almas dos poetas
Viajando até ao fundo dos céus como balões …
Suspensos ficam no tecto brilhando poesias inquietas
Reflectindo olhos orvalhados em prados de emoções

Dedicado a todos
Os poetas e poetisas
Deste mundo,
Os que já adormeceram,
E aos outros
Que ainda nem sono têm...

Bem hajam!

Um resto de uma boa semana...

O eterno abraço…

-MANZAS-

Nilson Barcelli disse...

E quantas vezes isso nos acontece...
Magnífico poema.
Beijo.