Visto-te de negro e cinza
Esfumado num esgar de dor
Dispo-te depois sem pudor
De todas as almas de todos risos
E ergo bandeiras brancas
Lançadas ao vento para meu orgulho
Porque já estou só...

No deserto em que te transformo
Não existem memórias nem gritos
Apenas terra e pó, pó e vento
E nem isso eu lamento
Porque já nem sei o que sou
Já não sei o que espero
Não sei para onde vou
Nem sei o que quero.
**
3 comentários:
Maria João
Hum!... De facto, apesar de um certo negativismo, é interesante pensar no que está escrito, no belo texto.
Daniel
Lembrou-me Régio:
"Não sei para onde vou, não sei por onde vou. Sei que não vou por aí".
Bonito texto.
E quantas vezes isso nos acontece...
Magnífico poema.
Beijo.
Enviar um comentário