1 de dezembro de 2013

Sementes que saciam


São sempre felizes os dias em que o poeta semeia a palavra que germina: o verbo que alimenta e sacia.
Foi assim, ontem, na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, em Braga.
E eu, orgulhosamente, estive lá!


Uma certa luz

Há dias em que os corações
amanhecem abertos à claridade.
Então, são inúteis as palavras
porque a luz é vidro e corta
gume ou fio de sol
desejoso de ser noite.

Lídia Borges, Sementes Daqui, Poética Edições (Nov. 2013)



4 comentários:

Lídia Borges disse...


Há outros dias em que a claridade, alheia às palavras, é um fio de sol a iluminar os rostos dos amigos, só porque nos querem bem.

Obrigada, Maria João!

Beijinho

Virgínia C. disse...

E que privilégio o meu, ter assistido a tudo de tão perto...

Gratidão!!

Um imenso abraço!

heretico disse...

beijo.
admiro a poesia da Lídia
e a tua...

Mar Arável disse...

Palavras claras
em pleno voo

Bjs