4 de dezembro de 2013

Nasceu Dezembro




Nenhum céu nos basta, mas mesmo assim
Dezembro continua a nascer
agarrado ao coração por um ramo de azevinho.
Por todo o lado as palavras quentes rodopiam
e apesar do gelo
o mundo perde cantos e arestas
sem diferenças entre ruas e ruelas.
E vemo-lo a embrulhar-se em fitas coloridas
bolas doces e afectos;
tristezas que sorriem
ao ritmo intermitente da claridade nas janelas.
Nenhum céu nos basta, é certo
porque ébria e fria é a neve a cair no inverno.
Mas que importa: é Dezembro
e quem sabe, talvez
a ponta de uma estrela nos caia
bem no centro do peito
e seja ela a chama iluminada
que entre rochedos e musgos
rasgue a noite de novo
e nos leve a uma outra estrada
onde jamais se perca o sentido
do celeste azul que cobre a humanidade;
razão primeira de todos os presépios.


7 comentários:

Rogerio G. V. Pereira disse...

"Nenhum céu nos basta"

Mas chegava
essa estrela de que fala
ou apenas
a ponta dela

Lassalete Cunha disse...

A forma tão fascinante como exprime assim o sentir, deixa-me sempre encantada!
Dezembro é o meu mês favorito, exatamente por tudo isso.

Beijinhos

Lídia Borges disse...


Como Dezembro nasce, luminoso, apesar da neve "ébria" e "fria".


Um beijo

Ricardo- águialivre disse...

Boa tarde

Independentemente do poema que está fantástico, simplesmente brilhante, venho desejar um NATAL muito feliz, cheio de Paz, Saúde, felicidade e boa harmonia
Que o Amor esteja sempre presente em seu coração
Os meus votos são extensivos à família e amigos.

Deixo abraço
******************************************************
http://pensamentosedevaneiosdoaguialivre.blogspot.pt/

Mariazita Azevedo disse...

Na impossibilidade de dirigir a cada amiga/o uma mensagem de Natal personalizada, escrevi umas palavras muito simples mas bem significativas do meu sentir:

“Neste Natal gostaria de trazer-te:
O verde da árvore – a cor da Esperança;
E, das bolas coloridas:
- O vermelho – a cor do meu Amor fraterno;
- O azul – a cor da suavidade dos Anjos;
- O dourado – a cor da prosperidade que te desejo;
- O roxo – a tristeza que sinto quando não te vejo;
- O branco – A Paz que quero para a tua vida.
No tanger dos sinos ouve a minha voz pedindo protecção para ti e toda a tua família.
Seja onde for que te encontres deixa-me ser um pouco do teu Natal.
Mas… acima de tudo, desejo que, na tua noite de Natal, o “Menino” não tenha que perguntar:
- Então e eu? - (V. minha postagem de 27/12/2009 – NATAL DE QUEM?)

Mil beijos natalícios
Mariazita
(Link para o meu blog principal)

Rosa Carioca disse...

Pelo menos, no Natal, a esperança exige aparecer para não se esquecerem dela!
Feliz Natal!

AC disse...

A bela e inconfundível poesia da Maria João!

Feliz Natal

Beijo :)