20 de novembro de 2013

A ver o mar















Quando o vento roda a sul
o peito erguido de uma gaivota
ela sabe que o destino
é feito da amplitude das asas.
Segue, a ver o mar.
E todo o céu é seu.
E toda a maresia
lhe cabe na memória.
De prata
apenas o chão de água;
o resto, o resto é sol
é vida
claridades, e penas a voar.


(foto de Gabriela Chagas)

5 comentários:

Rogerio G. V. Pereira disse...

Eis um poema
Com a dimensão do infinito

Bonito

Mar Arável disse...

Belíssimo voo de palavras aladas
Bjs

Lassalete Cunha disse...

Lindo, lindo!
É muito bom entrar aqui e ler seus poemas.

heretico disse...

voar alto. de encontro ao vento...


muito belo. teu poema.

beijos

Virgínia C. disse...


Reconheço neste poema as asas da tua grandeza

Beijo enorme e saudades! (Já!)