5 de fevereiro de 2013

Instância

















Mesmo que  uma dor indistinta
me rasgue os olhos abertos
hei-de procurar a luz primordial
no sangue das pálpebras
e não haverá nenhuma insónia
que mate a minha noite quieta
nem nenhum punhal 
que impeça a minha voz de viver 
ou de morrer dentro das palavras.



*


13 comentários:

Lídia Borges disse...


Pelas palavras, pela denúncia, pela inteireza da alma, num espaço inacessível a alguns.

Um beijo

A.S. disse...

Tão lindo Maria João!...


Um beijo,
AL

Branca disse...

Pessoas inteiras assim vivem sempre na quietude das noites tranquilas...

Beijos

Luís R Santos disse...

A coragem de ser poeta, empunhando a pena contra a adversidade. Muito belo o seu poema. Parabéns, Maria João.

Brígida Luz disse...

"Dentro das (tuas) palavras"
procuro "a luz primordial"
onde rasgo a inquietude
dos meus silêncios.

Obrigada, Maria João,
por seres quem és,
por estares aqui
e teres nos teus olhos
os contornos da Luz.

Um beijinho muito grato.
Bom fim de semana :)

Maria João Brito de Sousa disse...

Soberbo poema, Maria João!

Talvez seja por eu estar fisicamente tão fraca que ainda mais admiro os poetas que conseguem pôr uma tal força nas suas palavras... seja qual for a razão, é um belíssimo poema!

Obrigada por me dar o privilégio de a ler, amiga. O meu abraço!

Mel de Carvalho disse...

... apenas: Belíssimo!

beijo

Mel

alexandra disse...

Sei que vou ouvir, sempre, o eco da tua voz, o eco de ti, em cada palavra que deixas cair sobre uma folha de papel...
Mais um poema lindo, minha querida Maria João, e outra vez este prazer enorme de reler-te.

Um beijo.

Sandra Subtil disse...

a luz quieta das palavras...
A luz que acalenta, que alimenta...também preciso dela!
Belíssimo

Maria João Mendes disse...

Encontrar o principio,
Descobrir o começo
(A luz quieta das palavras)
Que fala tanto…

Agradeço, as tuas palavras no meu blogue,
E peço desculpa pela minha ausência e prometo
Voltar…

Muito bela, tua poesia!

Beijo

AC disse...

Quando sabemos o caminho a trilhar, por mais que doa,não há mais nada a fazer.
Sempre bem, Maria João!

Beijo :)

Maria Luisa Adães disse...

Lindo o que escreve!

Maria Luísa

Tere Tavares disse...

Luzente!