25 de setembro de 2012

Crepúsculo





Quero a noite que é minha
Não sei como respirar este fim de tarde
Os ninhos estão vazios
E pesa-me a angústia desabrigada dos pássaros.




Imagem: Vilhelm Hammershøi

14 comentários:

Lídia Borges disse...

Sonata ao Crepúsculo

"Cala-se o vento... Expira a surdina das aves." Olavo Bilak

Um beijo

A imagem fala e eu sei o que ela diz.

Ana Paula disse...

João,
Apesar do cinzento di dia, deixo-te o meu abraço AZUL.
Paula

vieira calado disse...

Um bonito pequeno poema!

Beijinho para si!

Brígida Luz disse...

Não se sente na carne
a dor que me dói.
[...]
Atira para longe
o sono e o sonho.

Parte em viagens
sem regresso.

Partilha solidões
sem saudade.

É sempre muito emocional ler as tuas palavras.
Beijinho, Maria João :)

AC disse...

(Quando o poeta é ave...)
Sempre bem, Maria João!

Beijo :)

Nilson Barcelli disse...

Essa "angústia desabrigada dos pássaros" acontece mais vezes quando a noite se aproxima...
Poema pequeno, mas de enorme encanto. Gostei muito.
Maria João, tem um bom fim de semana.
Beijo.

Bergilde disse...

Dizem que as emoções se manifestam mais fortes no calar do dia.
Grande abraço poeta e uma semana maravilhosa pra ti aí!

Sofá Amarelo disse...

As noites em forma de fins de tarde devem estar ao nosso alcance, de tal modo que possamos abrigar os pássaros em ninhos vazios...

Hanaé Pais disse...

A imagem e as palavras dizem muito, dizem tudo...
Apenas uma solução: construa o ninho no seu beirado e aguarde que eles de mansinho, regressem ao seu coração...
Não os deixe desamparados numa triste desilusão.
Passarinhos aflitos, perdidos num grande turbilhão.
Ajude-os, salve-os da sua solidão e imensurável devastação.

Mariazita disse...

Minha querida João
Que fundo me cala o teu poema!
A mim pesa-me, sobretudo, a angústia do entardecer.
O fim de tarde é para mim como um símbolo - algo que está prestes a terminar e vai ser substituído pela escuridão...

Muito opbrigada pelas tuas palavras, sempre lindas e carinhosas.
Sei que não me esqueces, do mesmo modo que tu sabes que te tenho no coração (desde há muito tempo, já...)

Desejo-te uma semana cheia de LUZ.

Abraço carinhoso e beijinhos

A.S. disse...

Maria João,

Às vezes amanhece à hora em que devia ter anoitecido...


Beijos,
AL

BRANCAMAR disse...

Para uma alma sensível pesa sempre o desabrigo das outras criaturas...


Beijos

Vítor Fernandes disse...

Lindo!

Maria João Mendes disse...

As nuvens sempre cedem,
assim como o tempo…

todo o tempo renasce .

adorei teu poema,lindo!
Obrigada, pelas tuas palavras, na minha “pequena poesia”

Beijo