6 de junho de 2011

Silêncios



Preciso de te dizer

Todas as palavras

Que bordo para ti em silêncio

E me doem

Como gelo triturado nos dedos

Enquanto me ignoras




20 comentários:

Virgínia do Carmo disse...

Querida João, a coincidência dos nossos silêncios fez-me sorrir!...

Mas é mais importante dizer-te que o teu poema é tão breve como belo! Uma pluma poética caindo-nos na alma...

Beijinhos e muitas saudades!

Rogério Pereira disse...

Quando ele
ouviu
palavras
sentidas
bordadas
sorriu
não por inesperadas
mas por serem queridas

(vale sempre a pena
quebrar silêncios
como quem quebra gelos
com os gestos
dolorosos
dos dedos)

antonio - o implume disse...

Muito da nossa intimidade é vivida de silêncios... Sofridos.

Jaime Latino Ferreira disse...

MARIA JOÃO


Querida Amiga,

Pelo silêncio eu, a Ti não Te ignoro ...!

Um grande beijinho


Jaime Latino Ferreira
Estoril, 7 de Junho de 2011

BRANCAMAR disse...

Maria João, minha querida amiga, sempre presente nos meus silêncios...

Lindo o teu poema, um grito de amor e o amor em todas as circunstâncias é o que dá mais sentido à vida.

Beijinhos
Branca

manuela baptista disse...

um sopro

mesmo manso, do que não dizemos

degela os dedos
degela


Maria João! borde-se de palavras que o tempo da ignorância é breve


um beijo

manuela

Mel de Carvalho disse...

Minha querida amiga,
são os fios do tear do tempo com que enredamos bilros e crivos que nos tornam mais resistentes.

Gratidão por cada palavra.
Beijo daqui, o meu carinho

Mel

Vieira Calado disse...

Passei para ler as novidades.

Deixo Beijinhos

Sotnas disse...

Olá Maria João, que tudo permaneça bem contigo!
Palavras de amor imaginadas e não ditas, doem tanto quanto o amor não vivido, ou mesmo não respondido, pois as palavras são criadas para serem ditas, pois somente assim deixam alívio!
Belíssimo poema por você postado, e encimado por esta bela imagem agrega mais sentimentos às palavras escritas por você com intensa sensibilidade!
Agradeço pelo carinho de tuas visitas e comentários e desejo a você e todos ao redor intensa felicidade, abraços e até mais!

Cris Tarcia disse...

Maria João, lindo poema, o silêncio doe, é tão bom poder falar dos nossos sentimentos, adorei a foto seu sorriso, e o seu livro? Sucesso.

Beijos

Lídia Borges disse...

De luz as palavras que os silêncios não gelam.

Um beijo

Filoxera disse...

Quando o silêncio não basta.
E porque a amor autêntico não tem fim.
Um beijo.

A.S. disse...

Maria João,

Tuas palavras,
bilros de tristeza e dor
abriram ventos de desgosto,
gélidas lembranças de saudade,
mas deram corpo à própria liberdade,
e ousam ainda falar de amor!


O MEU ABRAÇO!
AL

Mariazita disse...

As tuas palavras são como pérolas vivendo no fundo do mar - frias, mas muito belas.

Bom fim de semana, Maria João.
Beijinhos

Mar Arável disse...

Há silêncios

de corpo inteiro

Sofá Amarelo disse...

Todas as palavras devem ser bordadas antes de serem entregues... mas se possível bordadas sem gelo nas entrelinhas...

Ah, conheço esta foto, heheh

Muitos beijinhos, Maria João

Andy disse...

Maria João,
o silêncio doi como tão bem transmites aqui!
Amiga, desejo que esteja tudo bem!

Beijo enorme!

. intemporal . disse...

.

.

. ditas as palavras ditas . sussurro.me do silêncio que consagra o peito em arco . aberto .

.

. beijo meu .

.

.

Nilson Barcelli disse...

Ignorar alguém pode ser de uma violência inaudita.
E a dor é quase sempre proporcional...
Um poema triste, magoado, mas excelente.
Minha amiga Maria João, desejo-te uma boa semana.
Beijo.

AC disse...

Maria João,
O gelo queima mas também conserva. E é da adversidade que brotam as mais preciosas flores.

Beijo :)