11 de outubro de 2009

Demências e dormências


Além, onde se perdem todas as lembranças
Adormeceram exaustas as esperanças
Que penduradas te seguiam
Além, o tempo passou traiçoeiro
Envelhecendo o caminho, que primeiro
Descalço te esperava
Além, sombra da tua própria ausência
Grito de dor ou demência
Inquietação ou quietude
Além é o lugar, a viagem
Espelho partido, miragem
Sinal da tua finitude

9 comentários:

Cris Tarcia disse...

OLa! ë não podemos perder a esperança, tem momentos da vida que são dificeis, parece que o mundo vai desabar, é nessa hora que a esperança por dias melhores nos faz erguer e ver novas possibilidades pela frente.

Um abraço

António Gallobar disse...

Belissimo, sentido e profundo, uma maravilha amiga Maria João

Beijinho e parabens

Nova Civilização disse...

Querida,

que sempre haja esperança pois essa ninguém a toma da gente.

Seus poemas como sempre impecáveis. Lindos!
Beijos,

Gisele.

Carlos Albuquerque disse...

Mais um bonito poema, Maria João.
Já tentei comunicar-lho por outra via, mas julgo não ter recebido a minha mensagem - editei o seu "Desabafos" no meu blog.
Um beijo

Ignoto Jardim disse...

Olá, vim conhecer o seu blog, que vi em minhas "anadanças pela net" e gostei muito.
Quando puder, venha me visitar!
abração

Ignoto Jardim disse...

eu quis escrever "andanças".

Sonia Schmorantz disse...

Nossas finitudes...nossas certeza fatal!
beijos

Nilson Barcelli disse...

A proximidade do fim é acompanhada de diversos sinais relativamente fáceis de ler pelos os outros. Principalmente para quem tiver boa formação técnica... em pessoas, em máquinas, etc...
Excelente poema querida amiga, gostei imenso.
Beijos.

Oliver Pickwick disse...

E o que seria de todos nós se não fosse a finitude no seu momento propício?
Um beijo!