4 de junho de 2009

Retalhos


Pintei no tempo, uma paisagem

Quadro de vida em muitas cores

Recortes de bruma e vento

Em mar salgado, nos Açores


Das nove, foi na Terceira

Ilha de nuances e perfumes

Onde as ondas gemem seus queixumes

A rocha é quente e a terra soalheira


Lá, pintei o sol a lua e um paraíso

Tecido em retalhos de verdura

Lá, toquei a chuva e soltei o riso

Em silêncios de amor e de amargura


Gravei na alma as cores e os olhares

E todas as pérolas que encontrei

Ficaram no coração os lugares

Nesse quadro de vida que pintei




16 comentários:

BOTINHAS disse...

Amiguinha Maria João
Encontro-me fora de Lisboa há quase duas semanas, e com trabalho até às orelhas...
Por isso não tenho feito visitas; mas agora aproveitando uma pausa ando a ver como vão as minhas amigas e amigos.
Estive a dar uma vista d'olhos ao teu blog, forçosamente rápida... e vejo aqui coisas muito interessantes, como é habitual.
Falando apenas neste teu poema tenho que dizer-te que é muito bonito.

Desejo-te um bom fim de semana.

Abraço fraterno
Botinhas

A.S. disse...

Maria João...

Seguramente pintaste uma tela cheia de cor, sonhos, desejos... como fundo, talvez o azul do mar e o fogo que arde nas entranhas da terra!


Beijos...

SILÊNCIO CULPADO disse...

Maria João


Que posso dizer perante tão belas imagens interiorizadas em poemas que nos preenchem?
Que é magnífico, simplesmente.


Abraço

Mariazita disse...

Querida amiga
Este post é só beleza.
Belo o poema e belas as fotos.
Estive duas vezes nos Açores: uma vez por cerca de 10 dias, na altura do Carnaval, e outra vez no verão, Julho ou Agosto, não sei bem, foi há mais de 10 anos.
Adivinha em que Ilha é que estive... Terceira, é claro.
Mais uma achega para a frase: eu não me esqueço...
De facto os Açores tem paisagens belíssimas. Tirei fotos muito bonitas.
Mas...falemos do teu post.
A beleza dos Açores foi criada por Deus, tu apenas expuseste aqui uma pequenina amostra.
Mas o poema...esse é de tua autoria, e, não se podendo comparar uma coisa com a outra...só posso dizer que o poema é belíssimo.

Desejo-te uma noite muito feliz, e quue os anjos velem o teu sono.

Beijinho carinhoso
Mariazita

Sonia Schmorantz disse...

"Conte a sua história ao vento,
Cante aos mares para os muitos marujos;
cujos olhos são faróis sujos e sem brilho.
Escreva no asfalto com sangue,
Grite bem alto a sua história antes que ela seja varrida na manhã seguinte pelos garis.
Abra seu peito em direção dos canhões,
Suba nos tanques de Pequim,
Derrube os muros de Berlim,
Destrua as catedrais de Paris.
Defenda a sua palavra,
A vida não vale nada se você não
viver uma boa história pra contar."
(Pedro Bial)

Na impossibilidade de entrar em detalhes, como eu gostaria imensamente como todos amigos que tenho, venho trazer um pouco de poesia e desejar que seu domingo, sua nova semana seja de mil cores, que tenhas muitas alegrias!

Um abraço

Sônia

Mariazita disse...

Tens uma lembrancinha na Casa da Mariquinhas.
Queres ir buscar?

Feliz Domingo

Beijinhos
Mariazita

Vieira Calado disse...

Um poema pintado com as belas e variegadas cores dos Açores!

E eu que ainda lá não fui!

Beijoca

JC disse...

Olá João!
Linda a tela que pintaste. Cheia de sonhos, que muitos deles se tornaram já realidade, outros concretizarás.
Beijinhos

José Quintela Soares disse...

Estes "quadros" açorianos são uma excelente fonte de inspiração.

SILÊNCIO CULPADO disse...

Maria João


Vim reler-te nestas ilhas de sonho e paisagem onde por vezes voamos e nos sentimos libertos.


Abraço

Paula Oliveira disse...

Um xi coracao bem apertadinho para ti !!!

JC disse...

Olá João!
Passei para te reler novamente.
Beijinhos

MENSAGENS AO VENTO disse...

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Que lindo o seu poema! Gostei demais!

As imagens fazem jus às belas letras...


Beijos de luz e o meu carinho, Maria!!!


Zélia (Mundo Azul)

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Suh disse...

Maria João
Que sua vida seja multicolorida.
Assim desejo.
Um beijo.

Vitor Lopes disse...

lindas imagens

Nilson Barcelli disse...

"Gravei na alma as cores e os olhares
E todas as pérolas que encontrei"

Do que li até agora, já me tinha apercebido que sabes olhar.
Este poema apenas o veio confirmar.

E será esse saber que te permite "digerir" tudo o que guardas e, depois, escrever assim tão bem.

Querida Maria João, beijo meu.