19 de julho de 2013

Voo raso




Antes do dia escurecer
havia uma promessa de voo no levantar da névoa
e um peito aberto a estremecer de riso.
Mas todos os caminhos sabiam
dos passos agarrados à terra;
e todos os silêncios, de horizontes perdidos.
Foram os corvos que trouxeram a noite: disseste.
E eu entristeci.
Quebradas as asas
rasante é a viagem.



6 comentários:

Rogério Pereira disse...

Não fiques triste...
Nos poetas
as asas são inquebráveis
e rasante é voo necessário
quando se levanta
ou quando pousam
pois todo o voo alto tem inicio e fim, enquanto outra viagem não acontece

Nos poetas, as asas são inquebráveis
e as viagens repetem-se sem fim

Ricardo- águialivre disse...

Bom dia

Que essa viagem seja a mais feliz do mundo e que o voo se eleve nos céus, em que o sorriso seja a imagem do bem-querer e da alegria

Fique feliz
******************
Querendo, visitem-me

http://pensamentosedevaneiosdoaguialivre.blogspot.pt/

Mar Arável disse...

Há voos que se levantam

Bjs

Rosa Carioca disse...

Senti melancolia...
Asas quebradas deixam-me triste...

Mel de Carvalho disse...

minha amiga,

um pássaro, ainda que em voo rasante, será sempre um pássaro e prenúncio de liberdade.

a tua poesia é hino e canto a voar alto; e tu sabe-lo, ainda que mais não seja, porque insisto em to dizer: é belíssima.

beijo, a minha admiração de sempre
Mel

Branca disse...

Embora este país ande com os passos agarrados à terra e nós entristecemos, muitos hão-de fazer essa viagem rasante ao silêncio para erguer as asas num voo até ao céu...

Beijos Maria João, sempre.