29 de maio de 2013

As tuas mãos, ainda



Rodo a chave
e há no ar um aroma de ventre 
que me acorda.
A memória levanta do silêncio
o abraço das vozes
e o tempo recomeça
no mesmo lugar.
Delicadamente, um pedaço de luz
afaga as paredes
repletas de história;
sobre a mesa
as tuas mãos, ainda
e, então sim, inteira 
me completo.


6 comentários:

Poesia Portuguesa disse...

Bom dia.
Permiti-me levar um poema deste blogue para figurar no Poesia Portuguesa.
Algum inconveniente o mesmo será retirado de imediato.
Obrigada.
Um abraço

Olívia disse...


Imagético! Quase real.

Um beijo

Mar Arável disse...

Memórias vivas

Belo

AC disse...

As memórias, os afectos...
Que bela maneira de o dizer, Maria João!

Beijo :)

Mel de Carvalho disse...

somos, amiga, o somatório das nossas memórias. sem elas, quem seriamos nós?

tão belo, mas tão belo, este poema.
obrigada

beijo meu
Mel

Maria João Mendes disse...

Permito-me entrar na memória,
Sinto-o como palavra agora escrita
Deixo a luz chegar-me.
Sentir-te…

Belo, teu poema.
Onde a memoria é como um baú aberto, que a chave
estava guardada.

Gostei muito.
Beijinho