
Tenho um labirinto nas mãos.
Nele, sábiamente vivo
Sózinho entre irmãos
Queres ouvir o que digo?
Presta bem atenção!
A solidão é o meu abrigo
A tristeza a minha prisão
Outrora fui esbelto e fui ouvido
Por crianças e jovens de então
Hoje para aqui estou , vendido
A minha sorte, na tua mão
O saber que em mim encerro
A ti não serve, nem cabe
Não tens tempo, na verdade
Para ouvir o que espero
Um dia, cá não estarei
e se por acaso deres por isso
lembra-te onde eu fiquei
quando me negaste um sorriso!
(...) a sageza não se herda, conquista-se; (...) SERRÃO, 1970
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