Se te falarem no brilho de cada um dos teus cabelos ou da beleza pintada nos teus olhos, não te esqueças da solidão que semearam em ti e te empardeceu o corpo, enquanto procuravas a cor certa para não chorar.
Só assim, conseguirás ver-te inteira em qualquer espelho, sem que o reflexo da lua te cegue e te impeça de pincelar a branco, todos os cinzentos que te habitam.
Depois...
depois sim, deixa que te cresçam as asas na grandeza que em ti encontras.
Depois...
depois sim, deixa que te cresçam as asas na grandeza que em ti encontras.






