Sei que entrelaças os medos
Com a ira contida e o olhar desviado
Lanças ao vento o amor segredado
A vida sumida por entre os dedos
Sei que te escoltam dores imperfeitas
Que as penduras à noite no pico da lua
Que espalhas sonhos desfeitos na rua
E dormes menino de mãos insuspeitas
Sei que me abrigas em lugar ocultado
E às vezes lá vais, voando no sono
Tua alma rainha, vem ao seu trono
Resgatar do meu peito o colo guardado
Envolvidos os dois nesse nó
No segredo do invisível laço
A noite passa a ser apenas, e tão só
O nosso eterno e saudoso abraço




