Na morte das noites densas
há sempre uma manhã
que crê no regresso das andorinhas
e na dor sublimada dos poetas.
É o beijo do vento
no eclodir das folhas que hão-de vestir
de novo
de novo
os ramos nus
como as palavras vestem os versos,
musas, a bordar desígnios
nas asas feridas das borboletas.



