Naturalmente, alguns dos meus amigos e fieis leitores dos pequenos detalhes que aqui vou escrevendo, sentiram curiosidade em conhecer a continuação ou o desfecho da história do pequeno Ruben. Sinto-me assim, no dever de acrescentar algo mais ao que já foi escrito.
Uma vida tem muitas histórias e cada uma é apenas um pequeno fragmento, um pequeno pedaço de outras histórias, às vezes de outras vidas também.
A história do pequeno Ruben, é infelizmente idêntica à de muitas outras crianças, algumas órfãs de pais, outras de amor, respeito e dignidade. Mas cada criança é um ser único, com particularidades distintas de todas as outras. Por isso cada uma nos ensina sempre algo diferente, especial.
O Ruben permaneceu internado no Hospital, durante três meses, nesse período foi sempre acompanhado por uma equipa de profissionais e amigos que lhe devolveram a esperança e o ajudaram a sair gradualmente do choque traumático que viveu, de forma a poder verbalizar sentimentos, a recuperar as lágrimas e os sorrisos e a estar pronto para retomar a sua caminhada. Porque a vida de uma criança continua como a de toda a gente, mesmo que a infância fique suspensa no tempo ou presa na dor. Por isso é tão urgente reparar as feridas e os afectos, por isso é tão importante devolver-lhe, o mais rapidamente possível, o tempo e o direito de ser criança e de ter uma família que a ame e a faça sentir novamente feliz.
Durante o tempo em que esteve internado, manteve comigo uma relação especial, como será fácil de imaginar. O dia em que ele foi embora para uma Instituição da Segurança Social que o acolheu, toda a equipa se emocionou.
Ainda me lembro do seu abraço e dos seus olhos brilhantes.
Foi muito difícil vê-lo partir!
Um ano depois, soube que iria viver com uma família de acolhimento, naquele que hoje é o processo de pré-adopção. Depois... bem, depois tal como acontece com tantas outras crianças, perdi o rasto da sua história.
Talvez tenha sido devolvido à Instituição, por não corresponder às expectativas da família que o queria adoptar, aumentando a ferida psicológica da perda e da solidão com a da rejeição. (Como tantas vezes acontece, ainda hoje).
Talvez não tenha saído mais das Instituições de acolhimento que procuram dar a estas crianças tudo o que a vida lhes tirou, mas nunca conseguem substituir uma verdadeira família.
Talvez ele tenha encontrado uma família que o tenha amado e sentido como um verdadeiro filho. Talvez ele se tenha sentido amado e respeitado como tal.
Talvez ele tenha superado aquele terrível dia em que perdeu a mãe e os outros que se seguiram sem ela.
Talvez em algum momento, ele se tenha recordado de mim. Talvez...
Hoje terá 20 anos, o Ruben. Permanecerá sempre na minha vida, como aquele menino frágil, de 8 anos que um dia me chamou o seu "anjo da guarda" e me deu um pedaço de amor da sua vida rasgada.
Outros vieram depois dele, outros virão.
Os pequenos fragmentos das suas histórias, são algumas das minhas grandes lições de vida!
A história do pequeno Ruben, é infelizmente idêntica à de muitas outras crianças, algumas órfãs de pais, outras de amor, respeito e dignidade. Mas cada criança é um ser único, com particularidades distintas de todas as outras. Por isso cada uma nos ensina sempre algo diferente, especial.
O Ruben permaneceu internado no Hospital, durante três meses, nesse período foi sempre acompanhado por uma equipa de profissionais e amigos que lhe devolveram a esperança e o ajudaram a sair gradualmente do choque traumático que viveu, de forma a poder verbalizar sentimentos, a recuperar as lágrimas e os sorrisos e a estar pronto para retomar a sua caminhada. Porque a vida de uma criança continua como a de toda a gente, mesmo que a infância fique suspensa no tempo ou presa na dor. Por isso é tão urgente reparar as feridas e os afectos, por isso é tão importante devolver-lhe, o mais rapidamente possível, o tempo e o direito de ser criança e de ter uma família que a ame e a faça sentir novamente feliz.
Durante o tempo em que esteve internado, manteve comigo uma relação especial, como será fácil de imaginar. O dia em que ele foi embora para uma Instituição da Segurança Social que o acolheu, toda a equipa se emocionou.
Ainda me lembro do seu abraço e dos seus olhos brilhantes.
Foi muito difícil vê-lo partir!
Um ano depois, soube que iria viver com uma família de acolhimento, naquele que hoje é o processo de pré-adopção. Depois... bem, depois tal como acontece com tantas outras crianças, perdi o rasto da sua história.
Talvez tenha sido devolvido à Instituição, por não corresponder às expectativas da família que o queria adoptar, aumentando a ferida psicológica da perda e da solidão com a da rejeição. (Como tantas vezes acontece, ainda hoje).
Talvez não tenha saído mais das Instituições de acolhimento que procuram dar a estas crianças tudo o que a vida lhes tirou, mas nunca conseguem substituir uma verdadeira família.
Talvez ele tenha encontrado uma família que o tenha amado e sentido como um verdadeiro filho. Talvez ele se tenha sentido amado e respeitado como tal.
Talvez ele tenha superado aquele terrível dia em que perdeu a mãe e os outros que se seguiram sem ela.
Talvez em algum momento, ele se tenha recordado de mim. Talvez...
Hoje terá 20 anos, o Ruben. Permanecerá sempre na minha vida, como aquele menino frágil, de 8 anos que um dia me chamou o seu "anjo da guarda" e me deu um pedaço de amor da sua vida rasgada.
Outros vieram depois dele, outros virão.
Os pequenos fragmentos das suas histórias, são algumas das minhas grandes lições de vida!






