Na exaustão dos dedos
a desfiarem rosas,
repito-me,
no murmúrio das contas
perfumadas
pelo perdão das sílabas
enquanto os verbos fogem
para longe da boca,
prolongando nela o silêncio
de não te saber dizer
o que mais me dói
sem que me trema o coração.
Frágil andor
na procissão dos afectos.
E assim serei,
a mais serena brisa
à espera que me respires.
Na procissão dos afectos, desejo a todos, uma serena, doce e santa Páscoa.
Bem Hajam!






